terça-feira, 29 de janeiro de 2008

...

...uma gota caiu…
O som manifestou-se pacificamente, ecoando nas profundezas de um pensamento esquecido, apagado, resignado!
Leves ondulações perpassam a corrente de emoções e embatem no que poderia ser uma solidez edificante.
Mas passou, simplesmente… deixando, então, uma réstia de esperança!

De uma calmaria enervante, por vezes avassaladora, surge a torrente de despojos que perpetuam coisas infundadas…
De uma gota apenas, surge o rio que lava margens, arrasta torrões e edifica terras.
O som transforma-se numa tempestade granítica, força ensurdecedora, que bate, magoa, dói, fere, mas heroicamente sobrevive!

E na tempestade descobre-se a robustez, força… certezas garantidas pela dor já sofrida, mas ganha.
De um rio nascem mares e oceanos, perpetuando, purificando percursos, ganhando formas por entre a inerência da possibilidade… forjando expectativas… revolvendo sentimentos deslembrados…

Nova gota desliza agora, silenciosa, absoluta na sua essência e no destino que a aguarda tão naturalmente!...

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