Afinal sempre sabes quem sou!
Pensei que distraído te pudesse embriagar e assim te escapar!
Mas foste rápido e perspicaz, demais, até, eu diria!
Percebeste em mim, o medo que tinha de revelar essências... essências de erros...
De mostrar, afinal, que sou ser... acometido por incapazes reflexões e de atitudes, à partida, inconcebíveis...
Mas, sim, fui eu que já me perdi e me reencontrei...
Fui eu que deixei tudo fugir por entre os esguios dedos da minha mão, mas que agora procuro tapar qualquer fenda aberta!
Foste capaz de chegar ao centro de uma angústia que me perseguia e que agora me faz, apenas, ter pudor!
Pudor de mim e de um quase abismo emocional! Mas que lutei, esperneei e me reergui!
Obrigado porque me entendeste...
Obrigado porque ficaste, ainda assim, a meu lado...
A mão que segurou a minha!
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