Gosto desta coisa que se chama Verão…
Quando acordamos e vemos luz…
Abrimos a janela e sentimos a brisa quente de um vento que, preguiçoso, passa por nós…
Os cheiros são diferentes, quentes, perfumados…
Com sabores frescos, gelados, leves.
São os corpos que se passeiam com naturalidade, energia, desejo… soantes de momentos calmos, vibrantes ou aventureiros…
Gosto do prazer de saborear o tempo, sem demoras, porque o tempo tem mais tempo, a vida tem mais vida, as cores têm mais cor… nesta coisa que se chama Verão!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
II
…Tinha chegado a hora!
E como em tantos momentos da nossa vida estávamos de novo os dois, sem exigências de qualquer espécie ou temores… até mesmo sem dúvidas!
Éramos, agora, o que sempre havíamos procurado ser… cúmplices na forma de olhar o mundo, na forma de perscrutar os sentimentos!
Sabendo que nada existe que possa ser concebível na nossa forma racional, deixámos de exigir emoções, verdades ou certezas que percebemos, nunca atingiríamos… Deixámo-nos, antes, guiar pela intuição, pela paz da plenitude de quem não procura mais, de quem simplesmente deixa acontecer o inevitável e, aprendendo com ele, se sente mais rica.
Foi, talvez, por isso, que agora nos encontrávamos ali, sem reservas, sabendo que tudo faria sentido quando a imponente portada se abrisse…
E como em tantos momentos da nossa vida estávamos de novo os dois, sem exigências de qualquer espécie ou temores… até mesmo sem dúvidas!
Éramos, agora, o que sempre havíamos procurado ser… cúmplices na forma de olhar o mundo, na forma de perscrutar os sentimentos!
Sabendo que nada existe que possa ser concebível na nossa forma racional, deixámos de exigir emoções, verdades ou certezas que percebemos, nunca atingiríamos… Deixámo-nos, antes, guiar pela intuição, pela paz da plenitude de quem não procura mais, de quem simplesmente deixa acontecer o inevitável e, aprendendo com ele, se sente mais rica.
Foi, talvez, por isso, que agora nos encontrávamos ali, sem reservas, sabendo que tudo faria sentido quando a imponente portada se abrisse…
domingo, 20 de abril de 2008
PORQUE NÃO?
Porque não?
Porque não... existir sem medo do que possa vir!
Porque não... viver, como se não houvesse amanhã... como se a forma de estar e ser pertencesse apenas a nós... como se não existisse mais ninguém que nos bloqueasse a força de continuar!
Porque não... acreditar no que acreditamos e continuar a acreditar apesar das vozes que se levantam!
Porque não... seguir o rumo que nos puxa, por vezes nos arrasta, mas que nos leva!
Porque não... crêr nos sonhos que nos perpetuam a vontade de chegar lá... neles... que são o que achamos ser!
Porque não... rir e chorar!
Porque não... adormecer e acordar, aceitando como tudo é!
Porque não... deixar de lutar contra demónios que são nossos de idealizações passadas!
Porque não... olhar o passado com a visão do futuro!
Porque não... sermos vidas de vidas já vividas e ainda por viver!
Porque não... amar só porque sim!
Porque não?
Porque não... existir sem medo do que possa vir!
Porque não... viver, como se não houvesse amanhã... como se a forma de estar e ser pertencesse apenas a nós... como se não existisse mais ninguém que nos bloqueasse a força de continuar!
Porque não... acreditar no que acreditamos e continuar a acreditar apesar das vozes que se levantam!
Porque não... seguir o rumo que nos puxa, por vezes nos arrasta, mas que nos leva!
Porque não... crêr nos sonhos que nos perpetuam a vontade de chegar lá... neles... que são o que achamos ser!
Porque não... rir e chorar!
Porque não... adormecer e acordar, aceitando como tudo é!
Porque não... deixar de lutar contra demónios que são nossos de idealizações passadas!
Porque não... olhar o passado com a visão do futuro!
Porque não... sermos vidas de vidas já vividas e ainda por viver!
Porque não... amar só porque sim!
Porque não?
quarta-feira, 16 de abril de 2008
DESILUSÃO
Tira-nos um bocadinho de cada vez…
Suga a fé de acreditar, de crer no que somos um para o outro…
Rouba-nos a alma e o passado vivido de momentos...
Faz-nos duvidar de certezas conquistadas e reservadas em nós como pequeninos tesouros… a essência.
É uma dor que fica, ali… guardada… protegida pelo medo de nos enganarmos, mas já com a certeza que não nos vamos enganar…
É a esperança de o mudar com um sorriso triste, com um olhar cansado, com a ausência de palavras…
Esperança que se perde a cada instante esquecido…
E dói, como dói… faz-nos retrair e ficar ali… sossegadinhos... para que não nos magoemos de novo… para que a dor não volte e, de novo, nos faça perder mais um bocadinho!...
Suga a fé de acreditar, de crer no que somos um para o outro…
Rouba-nos a alma e o passado vivido de momentos...
Faz-nos duvidar de certezas conquistadas e reservadas em nós como pequeninos tesouros… a essência.
É uma dor que fica, ali… guardada… protegida pelo medo de nos enganarmos, mas já com a certeza que não nos vamos enganar…
É a esperança de o mudar com um sorriso triste, com um olhar cansado, com a ausência de palavras…
Esperança que se perde a cada instante esquecido…
E dói, como dói… faz-nos retrair e ficar ali… sossegadinhos... para que não nos magoemos de novo… para que a dor não volte e, de novo, nos faça perder mais um bocadinho!...
domingo, 13 de abril de 2008
?
Que fazes neste mundo?
Quem és afinal?
Porque entraste num momento que apesar de ser o teu não parece nada.
Nada é o que parece ser numa viagem intemporal, inexplicável...
Onde o rumo das coisas não parece definir-se para a tua segurança, força e crescimento...
Sentes-te capaz, mas confuso... ou será perdido num caminho qualquer!
Sentaste-te numa redoma que te alberga... que te leva e te traz, mas não te faz ser!
Precisas de mais, mas não sabes a quem pedir ou como pedir...
A sensatez inibe-te, numa confiança falsa e temerosa!
O ridículo ou o seu medo... perde-te!
Nada faz sentido...
Está estagnado... um rumo que não se sabe qual é!
Quem és afinal?
Porque entraste num momento que apesar de ser o teu não parece nada.
Nada é o que parece ser numa viagem intemporal, inexplicável...
Onde o rumo das coisas não parece definir-se para a tua segurança, força e crescimento...
Sentes-te capaz, mas confuso... ou será perdido num caminho qualquer!
Sentaste-te numa redoma que te alberga... que te leva e te traz, mas não te faz ser!
Precisas de mais, mas não sabes a quem pedir ou como pedir...
A sensatez inibe-te, numa confiança falsa e temerosa!
O ridículo ou o seu medo... perde-te!
Nada faz sentido...
Está estagnado... um rumo que não se sabe qual é!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
LUA
Com a lua vimos o tempo passar!
Ficámos ali, vendo-a girar lentamente sobre um mundo adormecido.
Dizíamos nós que ela parecia fugir do sol…
Aproximámo-nos… os olhares cruzaram o céu e as estrelas…
Que importava… nada mais seria o mesmo.
A natureza seguia o seu rumo natural…
O sol iria reaparecer...
E os olhares transformar-se-iam em verdades gratificantes!
Ficámos ali, vendo-a girar lentamente sobre um mundo adormecido.
Dizíamos nós que ela parecia fugir do sol…
Aproximámo-nos… os olhares cruzaram o céu e as estrelas…
Que importava… nada mais seria o mesmo.
A natureza seguia o seu rumo natural…
O sol iria reaparecer...
E os olhares transformar-se-iam em verdades gratificantes!
terça-feira, 1 de abril de 2008
MOMENTOS
São momentos que não se explicam, porque não se podem explicar!
São emoções e sensações explanadas pela intensidade de quem descobre algo de novo… Já não luto contra, deixei-me levar pelo prazer de estar viva e de poder ser o que sou, sem pudor do que não sei…
Perdi lágrimas por não sentir quem era afinal... mas agora percebo mais um pouco… sei mais um pouco… permiti-me abraçar estas pequenas conquistas que se fazem a medos, mas que são o melhor sabor de um gelado com cobertura de chocolate quente!
Sim, a vida pode ser doce e boa e mágica…
Pode ser filha da mãe e madrasta…
Mas será sempre o que fizermos dela por nós!
São emoções e sensações explanadas pela intensidade de quem descobre algo de novo… Já não luto contra, deixei-me levar pelo prazer de estar viva e de poder ser o que sou, sem pudor do que não sei…
Perdi lágrimas por não sentir quem era afinal... mas agora percebo mais um pouco… sei mais um pouco… permiti-me abraçar estas pequenas conquistas que se fazem a medos, mas que são o melhor sabor de um gelado com cobertura de chocolate quente!
Sim, a vida pode ser doce e boa e mágica…
Pode ser filha da mãe e madrasta…
Mas será sempre o que fizermos dela por nós!
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