segunda-feira, 21 de abril de 2008

II

…Tinha chegado a hora!
E como em tantos momentos da nossa vida estávamos de novo os dois, sem exigências de qualquer espécie ou temores… até mesmo sem dúvidas!
Éramos, agora, o que sempre havíamos procurado ser… cúmplices na forma de olhar o mundo, na forma de perscrutar os sentimentos!
Sabendo que nada existe que possa ser concebível na nossa forma racional, deixámos de exigir emoções, verdades ou certezas que percebemos, nunca atingiríamos… Deixámo-nos, antes, guiar pela intuição, pela paz da plenitude de quem não procura mais, de quem simplesmente deixa acontecer o inevitável e, aprendendo com ele, se sente mais rica.
Foi, talvez, por isso, que agora nos encontrávamos ali, sem reservas, sabendo que tudo faria sentido quando a imponente portada se abrisse…

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